TV Universo: História, curiosidades, respostas e muito mais. - Entrevista

Saiba mais sobre a TV Universo, afiliada da TV Cultura aqui na região metropolitana do Rio.
No início do mês de agosto fui convidado a visitar os estúdios da TV Universo, afiliada da TV Cultura na região metropolitana do Rio, que tem a sede localizada em Niterói. Durante a visita pude conhecer as instalações da emissora, bater um papo e tomar um cafezinho (que eu acabei não aceitando por falta de tempo [risos]). A equipe da emissora recebeu o infoTV.RJ de braços abertos, mostrando como é a rotina dentro do canal. Pude acompanhar gravações, inserções de comerciais, edição de comerciais e muito mais.

Na ocasião pude saber mais sobre a história da emissora, tirar algumas dúvidas, acompanhar gravações, saber mais sobre produções futuras e realizar uma entrevista muito bem-humorada com perguntas baseadas em dúvidas rotineiras dos nossos leitores. Os responsáveis por responderem grande parte das perguntas foram Eduardo biscaia, que atua na emissora como coordenador de programação, controlador de máster e locutor de vinhetas (ele é a voz do “Boletim TV Universo”) e Ricardo Papel que é editor de vídeo e social media da emissora. Além deles também integram a equipe da emissora a jornalista, repórter e responsável pelo núcleo de jornalismo da emissora Thais Ribeiro e o operador de câmeras e responsável pela parte técnica Maurício.

Se você quer saber como é estrutura da emissora assista nosso vídeo especial fazendo um tour pelos estúdios da emissora:


Entrevista

Lorran Matheu: Desde o começo do infoTV.RJ sempre noticiei sobre a TV Universo, na época ainda TV Passaponte. E a primeira pergunta que eu tenho é como foi a fase que a emissora ficou sem transmitir a programação da TV Cultura?

Eduardo Biscaia: Quando começamos, nós [a emissora] transmitamos a programação da TV Cultura. Aí tivemos um problema com a documentação contratual, devido a isso migramos para a SescTV e durante um período para a TV Mundial (da Igreja Mundial do Poder de Deus). O que fugiu um pouco do projeto inicial da emissora, após a saída da TV Mundial optamos por ficar sem sinal até acertarmos novamente com a TV Cultura. Que foi a melhor coisa que nós fizemos, isso ocorreu ainda durante a “era Passaponte”. Esse retorno já veio com o projeto de ingressar na era digital e transmitir uma programação de qualidade junto com a Cultura.

Equipe da TV Universo.


Lorran Matheu: Me lembro que pouco antes do retorno da emissora a TV Cultura fui o primeiro a divulgar a informação de que a emissora estaria voltando a ser afiliada da Cultura, gostaria de saber qual foi a estratégia para vencer essa má fase e voltar a ser afiliada da emissora paulista?


Eduardo Biscaia: Não foi bem uma estratégia, foi uma questão de analisar as nossas opções no mercado, e a Cultura sempre foi solicita com a gente, sempre tivemos um ótimo relacionamento. E a qualidade da programação da TV Cultura é indiscutível, acredito que foi um acerto. Erramos até acertar.

Ricardo Papel: E hoje nós somos referência nas regiões onde nosso sinal é captado, é até difícil fazer o público diferenciar que não se trata do sinal da TV Cultura, e sim da TV Universo. Mas isso acaba se tornando algo positivo, carregar o nome de uma emissora desse porte. Estamos trabalhando para sustentar essa responsabilidade.

Lorran Matheu: Essa volta a TV Cultura acrescentou a emissora em questão de índices de audiência?

Eduardo Biscaia: Sim com certeza, antes do retorno estávamos fora do ar. Então houve sim um acréscimo [risos].

Parte do estúdio da emissora, com a bancada do extinto "Passaponte Notícias".


Lorran Matheu: Pouco antes da estreia do sinal digital da emissora, o canal passou por uma grande reformulação. Abandonando o nome “Passaponte” e adotando o “TV Universo”. O que levou a essa mudança?

Eduardo Biscaia: Deixar a má fase vivida pela emissora para trás, os problemas de transmissão, a imagem ruim. Fazer tudo novo, esquecer tudo de ruim que aconteceu durante o período da TV Passaponte, além do mais a emissora pertence à Fundação Universo, então vamos propagar o nosso nome.

Ricardo Papel: Eu lembro que pouco antes da mudança você divulgou o novo nome da emissora, não confirmamos a informação pois estávamos aguardando a transição para o digital para lançar a nova identidade da emissora. Que marcaria o início de uma nova era com uma ótima programação e uma ótima imagem. Deixando todos os problemas para trás, foi complicado, mas estamos conseguindo.

Transmissores da emissora.


Lorran Matheu: Como a emissora enfrentou o processo de transição do sistema analógico para o digital? Qual foi a maior dificuldade enfrentada nessa mudança?

Eduardo Biscaia: A maior dificuldade foi a financeira, por ter que adquirir um material todo novo. A digitalização foi deixada para um último momento devido à dificuldade financeira e falta de pessoal [para a realização da transição].

Ricardo Papel: E o desafio também foi a adaptação ao novo sistema, o fato de você estar acostumado a mexer em um equipamento há 14 anos e de um dia para o outro tudo mudar. Nós não tivemos a contratação de novos funcionários, toda a equipe teve que se adaptar.

Master da emissora.

Lorran Matheu: Eu sempre disse que a emissora tem potencial para ser o canal com a cara dos cariocas, então o que podemos esperar de novidades na programação local no futuro?

Eduardo Biscaia:
O que nós pudermos em conjunto com as pessoas que estão conosco, [ se algum deles] derem ideias novas, e se a gente puder implementar principalmente no âmbito social que vá ajudar a população. Não só da região [de São Gonçalo], mas de todo o Rio, esse tipo de programação nós estamos dispostos a fazer. Porém atualmente falta logística e falta recuso humano, mas a gente vai se esmerar ao máximo, um esforço sobre o humano para transmitir uma base social. Levando os olhos do governo até a sociedade.

Ricardo Papel: E o outro desafio para nós é ampliar nossa cobertura local. Seja em esportes, notícias ou cultura em geral. Nós vemos outras emissoras cobrindo a nossa região, e nós queremos ser mais ativos em nossa área de cobertura. Recentemente foi realizado um campeonato de Surf que nós não cobrimos por falta de logística e pessoal, mas a nossa vontade é fazer. Outro desfio dado pelo nosso diretor é de ter telejornal assim como já teve o “Passaponte Notícias”, quiçá ao vivo.

Lorran Matheu: E claro não dá para ser o canal com a cara do carioca sem cobertura, como anda o processo de expansão do sinal da emissora? Os moradores da Zona Oeste podem esperar o sinal da emissora por lá? Para quando?

Eduardo Biscaia: Então essa parte é complicada a nossa concessão é leste fluminense, mesmo assim nem todo, somente São Gonçalo e Niterói. O certo da concessão é São Gonçalo logo pegar em Niterói, São Gonçalo, Rio Bonito essas regiões é aceitável, o que vai para o Rio de Janeiro é lucro. Só que a gente está com um lucro muito maior do que o esperado, por que a abrangência lá acaba sendo muito maior do que aqui, mas não podemos prometer muito, não posso prometer que o sinal vai chegar até não sei... Itaguaí, juridicamente falando não é aceitável, nós somos uma emissora do leste fluminense ou seja da ponte pra cá. A gente vai tentar atender com excelência tanto lá, quanto cá. Mesmo no site da Cultura dizendo que nós cobrimos toda a cidade do Rio, nosso contrato com a Anatel é de uma emissora local de São Gonçalo.

Desde já gostaria de agradecer a toda equipe da emissora pela oportunidade, por todo o conhecimento que me proporcionaram e pelo carinho. Foi um prazer estar com vocês eu realmente me senti em casa. Espero que seja o início de uma parceria duradoura.


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